domingo, 6 de julho de 2008

Inauguração da Cadeira de Van Gogh



A Inauguração da Cadeira de Van Gogh, no passado dia 21 de Junho foi assim :) ...






sexta-feira, 4 de julho de 2008

Words

Dr. Chase: "If people are incapable of being nice, why bother having the word?"

Dr. House: "Ah! The ontological proof of niceness: the existence of the word proves the existence of the concept.
Look out for those minotaurs on your drive home."

quarta-feira, 2 de julho de 2008



Cinemascópio - Ciclos de Cinema Temáticos

Ciclo Viver a Liberdade

SESSÃO DE SEXTA-FEIRA 04 JULHO.2008 - 21H45

A Cadeira de Van Gogh - Associação Cultural

Rua de Morgado de Mateus, nº41

4000-334 Porto

ENTRADA LIVRE


AS VIDAS DOS OUT
ROS

The Lives of Others

Realizador: Florian Henckel von Donnersmarck
Com: Martina Gedeck, Ulrich Mühe, Sebastian Koch
Duração: 137 minutos
Idade:
M/12
Género: Drama
País de Origem: Alemanha
Ano:
2006

Sinopse:
Ao mesmo tempo um thriller político e um drama humano, AS VIDAS DOS OUTROS começa na Alemanha de Leste, em 1984, cinco anos antes da Glasnost e da queda do Muro de Berlim e leva-nos até 1991, à que é hoje a Alemanha reunificada. AS VIDAS DOS OUTROS, acompanha a gradual desilusão do Capitão Gerd Wiesler, um oficial altamente credenciado da Stasi, a toda-poderosa polícia política do regime. A sua missão é espiar um celebrado escritor, George Dreyman, e a sua esposa, a actriz Christa-Maria Sieland. Antes da sua queda, o governo da antiga Alemanha de Leste, conhecida como Alemanha Democrática, assegura o poder através de um sistema impiedoso de controle e vigilância, através da Stasi, uma vasta cadeia de informadores, que chegaram a ser 200.000, numa população de 17 milhões. O seu objectivo era saber tudo sobre AS VIDAS DOS OUTROS. Um filme escrito e realizado por Florian Henckel von Donnersmarck. Com Martina Gedek ("A Bela Marta"), Ulrich Muhe ("Funny Games"), Sebastian Koch ("Amen") e Ulrich Tukur ("Solaris"). [ www.7arte.net ]


As Vidas dos Outros
As Vidas dos Outros: Do outro lado da nostalgia

Depois da projecção internacional do filme de arte, devida a nomes como Rainer Werner Fassbinder, Wim Wenders ou Werner Herzog, o cinema alemão sobrevive, hoje, graças ao prestígio ocasional de filmes sobre a sua História recente, de que avultam as "biografias" dos últimos dias de Hitler ou dos seus oponentes, Hans e Sophie Scholl, resistentes à barbárie nazi. Com efeito, tal intervenção sobre o tecido histórico permite a construção de produtos de qualidade industrial média, capaz de reinventar a fórmula do "docudrama", que se liga, aliás, com a obra "menor" de outro dos grandes nomes do cinema alemão das décadas de 60 e 70, Volker Schlöndorff, cujo "A Honra Perdida de Katharina Blum" (1975), adaptado do nobelizado Heinrich Böll, funciona ainda como matriz incontornável.

"As Vidas dos Outros" encaixa neste paradigma de uma ficção presa a uma reconstituição cuidada e quase teatral de momentos marcantes na evolução de uma Alemanha estigmatizada pelas cicatrizes da Guerra e pela divisão em dois Estados. O argumento assenta, basicamente, na resistência intelectual da chamada República Democrática Alemã à anulação do indivíduo pela máquina repressiva da ditadura comunista, representada pela polícia política, a Stasi.

A este nível, "As Vidas dos Outros" começa por situar-se numa reacção a uma espécie de nostalgia representativa que encontrava na excelente tragicomédia "Adeus Lenine" (Wolfgang Becker, 2003) o seu ponto culminante de fricção: ao contrário deste último, "A Vida dos Outros" não embeleza o folclore risível da diferença; antes, enfatiza um clima de suspeição permanente, um labirinto de denúncias em cadeia, um sistema de chantagem emocional que faz de uma nação um bando de colaboracionistas do regime, perpetuando o medo. Por isso, o filme se socorre da estrutura do "thriller" político para aceder à essência de um mundo ao contrário, em que as escutas telefónicas e as restrições da privacidade parecem constituir a regra, justificando a burocracia de estado pela sua sobrevivência, como se perseguir o direito à diferença constituísse um teatro específico da anulação da individualidade.

Fundamental se torna, assim, o facto de a acção decorrer no mundo exposto do teatro, com uma marcação cerrada dos actores que extravasa do espaço restrito do palco para um outro palco: o tratamento do espaço fechado do apartamento pauta-se por esta noção claustrofóbica de um universo em curto-circuito, em que a polícia política encena o drama em gente e se encena. "As Vidas dos Outros" actua sobre o "real" e constrói um anti-comunismo "justificado" na medida em que fala do que conhece: a repressão não é uma repressão em abstracto, mas um dado real. O agente da Stasi, Gerd Wiesler (prodigiosa interpretação em minimal "underacting" de Ulrich Mühe), embora dempenhado no mecanismo da repressão, acaba por revoltar-se e sabotar o sistema. O que faz deste filme um objecto tão interessante passa, pois, pela rejeição de um demagógico discurso que se cifrasse em esquemático confronto entre Bem e Mal, substituindo-lhe gradações da compreensão do momento histórico em que se torna essencial alterar o dilema moral: dentro do sistema repressivo aparecem germens de discórdia que o fazem implodir, sabotando a facilidade de uma leitura maniqueísta. Não há qualquer fascínio pelo passado, apenas uma crua memória de uma encenação do medo, como se isso bastasse para tornar dialéctica uma relação entre actores e personagens.http://cinecartaz.publico.clix.pt/imagens/trinco.gif

Por: Mário Jorge Torres (PÚBLICO)

http://cinecartaz.publico.clix.pt/filme.asp?id=163059

Uma iniciativa: Pintar o 7 - Cinema, Cidade, Cultura


Apoio: A Cadeira de Van Gogh - Associação Cultural

CONTAMOS COM A VOSSA PRESENÇA!

Próxima sessão, dia 11 Julho 08: Filhos do Tibete, de Ritu Sarin e Tenzing Sonam


www.acadeiradevangogh.blogspot.com

sábado, 28 de junho de 2008

Cinemascópio ao ar -livre no Verão, na Cadeira de Van Gogh :)

Caros Amigos,

O Cinemascópio retoma a actividade! :)

Já a partir do mês de Julho, cinema ao ar - livre na Cadeira de Van Gogh:

Cinemascópio - Ciclos de Cinema Temáticos
Sextas-Feiras, às 21h45
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A Cadeira de Van Gogh - Associação Cultural
Rua de Morgado de Mateus, nº41
4000-334 Porto

ENTRADA LIVRE

Ciclo Viver a Liberdade:

4 Julho -As Vidas dos Outros (Florian Henckel von Donnersmarck)

11 Julho -Filhos do Tibete (Ritu Sarin e Tenzing Sonam)

18 Julho -Água (Deepa Mehta)

25 Julho - O Labirinto do Fauno (Guillermo del Toro)

Uma iniciativa: Pintar o 7 - Cinema, Cidade, Cultura


Apoio: A Cadeira de Van Gogh - Associação Cultural

CONTAMOS COM A VOSSA PRESENÇA!

Próxima sessão, dia 4 Julho 08: As Vidas dos Outros, de Florian Henckel von Donnersmarck


www.acadeiradevangogh.blogspot.com

domingo, 22 de junho de 2008

Amadeus



É absolutamente imperdível. E de tudo aquilo que conheço, isto é aquilo que mais se aproxima da perfeição.

sexta-feira, 20 de junho de 2008

Sábado, 21 de Junho: Cinemascópio:Mini-Ciclo de Curtas-Metragens - MÚSICA, MOVIMENTO, SILÊNCIO, na Inauguração da Cadeira de Van Gogh

Caros Amigos,

A Cadeira de Van Gogh - associação cultural, inaugurará o seu espaço no próximo Sábado, dia 21 de Junho, a partir das 17h00.

Entrada Livre, esperam-se "comidas grátis, bebidas a preços vulgares.
Música, poesia, teatro e mais surpresas"!


A Pintar o 7 participará na inauguração, com a exibição de um Mini-Ciclo Temático, composto por três curtas-metragens e a ser exibido num único dia:

Cinemascópio:
Mini-Ciclo de Curtas-Metragens
MÚSICA, MOVIMENTO, SILÊNCIO

Sábado, dia 21 de Junho (horário a definir)

1º - Flowers, de Ana Pinto (03'25, cor, 2005)

2º - Decassílabo, de Ana Fernandes ( 03'25, cor, 2005)

3º - Uma Faca nos Dentes, de Safira Maranho ( 06'21, PB, 2005)

NOTA: As curtas-metragens incluidas neste Mini-Ciclo foram gentilmente cedidas pelas realizadoras para exibição pela Pintar o 7, aquando da Festa do 2º Aniversário da Associação, em Maio de 2005.

A ideia será exibir as três curtas-metragens em três momentos diferentes desse dia, funcionando como "objectos" individuais, mas, ao mesmo tempo, com um fio condutor entre si, o que proporciona pôr em prática o conceito de Mini-Ciclo: exibiremos um Ciclo composto por três curtas-metragens, exibido num único dia...

Abaixo, segue a morada do local:

Inauguração A Cadeira de Van Gogh

Sábado, 21 de Junho, a partir das 17h00

ENTRADA LIVRE

Rua de Morgado de Mateus (ao Jardim de S. Lázaro), nº41

4000-334 Porto

Tlm: 961 658 758

www.acadeiradevangogh.blogspot.com




Contamos com a vossa presença! :)

Até lá, abraços pintarosetianos,

Pintar o 7 - Cinema, Cidade, Cultura

quinta-feira, 12 de junho de 2008

Amigas

São como noites ao relento perto do lume. Se por um lado o infinito da noite iluminada nos expande e nos perde, o calor da fogueira protege e reune.
Nós na fogueira estamos ao espelho. O Homem só é Homem perante o Homem. E se cá dentro somos espaço sideral, deve ser este fogo quente que por fora nos prende à Terra.

domingo, 25 de maio de 2008

Sugestão

Para os que se entretêm com intriga política, para os saudosos de The West Wing ou para os curiosos de História Contemporânea, não percam isto aqui em cima.
Factos verídicos, diálogos fabulosos, elenco de "luxo" e um delicioso Philip Seymour Hoffman, tudo numa hora e meia de filme perfeitinho para um final de Domingo.

quinta-feira, 22 de maio de 2008

Espelho

Lucien Freud, Reflection

Freud olha-se. Lá dentro somos como cá fora: variedade de tons e de texturas estranhamente uniformes. Corpo como uma mistura impossível de cores e de ângulos tal qual os neons que surgem quando fechamos os olhos com força.

O Homem que se olha demoradamente, distorce-se.
O espelho confunde. E dissolve.

domingo, 11 de maio de 2008

Discutir

Ontem tive oportunidade de ver Lions for Lambs, o mais recente filme de Robert Redford.

É um filme "simples" que faz um pouco o debate da presença dos E.U.A. fora das suas portas. Mais do que isso, debate o conceito de cidadania.
Sacudindo alguns lugares-comuns evitáveis, têm aqui o que mais se aproxima, quanto a mim, de um bom "filme pedagógico". É bastante diferente daquilo que eu chamo "filme moralista" onde se defende uma perspectiva em vez de por duas em discussão. Exemplo disso é Crash -- panfleto anti-racista num chorrilho de clichés de gosto muito duvidável. Foi filme que deixei a meio...

Esta linha que separa o "filme-propaganda" do "filme-debate" é muito ténue, bem sei. Imparcialidade é coisa que não existe dado que o enredo é-nos apresentado pela perspectiva do autor. Mas há aqueles que suportados pelo politicamente correcto nos impõe de maneira descarada, quase obscena, a sua mensagem. Outros há que nos dão espaço para o pensamento, mesmo sendo claras as suas ideias.

Enfim, acaba tudo por ser uma questão de gosto...