sábado, 27 de fevereiro de 2010

Cinemascópio: Novo Ciclo Temático em Março, em novo local





Caros Amigos,

Na próxima 6ª feira, dia 5 de Março, o Cinemascópio - Ciclos de Cinema Temáticos retoma actividade com um novo Ciclo, Adeus às Armas.

Será o primeiro Ciclo exibido num novo local, em colaboração com o Maria Vai com as Outras, um projecto que se auto-intitula como “loja de livros, revistas, chás, artesanato, mobiliário, vinhos, galeria, café-concerto, outras cores, outros cheiros, outros sabores”.

Para quem não conhece, aqui fica a morada e endereço do blogue:

Maria Vai Com as Outras
Rua do Almada, nº443 Porto

http://maria-vai-com-as-outras.blogspot.com/

Quanto à programação Cinemascópio para Março de 2010, será a seguinte:

Cinemascópio - Ciclos de Cinema Temáticos

Adeus às Armas

Março 2010

ENTRADA LIVRE

1º- A Vida é um Milagre, de Emir Kusturica (05/03)

2º - As Bandeiras dos Nossos Pais, de Clint Eastwood (12/03)

3º - Duck Soup, de Leo McCarey (19/03)

4º - Um Longo Domingo de Noivado, de Jean-Pierre Jeunet (26/03)


Uma iniciativa: Pintar o 7 - Cinema, Cidade, Cultura

Apoio: Maria Vai Com as Outras

CONTAMOS COM A VOSSA PRESENÇA!

http://www.pintarosete.blogspot.com

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quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Até breve, Cinemascópio! :)




Até breve, Cinemascópio! :)

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Cinemascópio interrompe actividade até encontrar novo local


Caros Amigos,

Uma vez que a sala onde a Pintar o 7 desenvolvia a sua actividade Cinemascópio deixará de estar disponível às sextas-feiras à noite (no espaço do Mede-Vinagre), a programação inicialmente prevista para o mês de Janeiro de 2010 terá de ser interrompida até encontrarmos novo local.

Retomaremos a actividade assim que encontrarmos um espaço disponível e com as características necessárias à continuação dos nosso Ciclos Temáticos.
Brevemente daremos notícias!

Um abraço amigo, até breve,

Pintar o 7

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Cinemascópio: Ciclo Palco & Tela – Hoje, 6ª feira: Gata em Telhado de Zinco Quente, de Richard Brooks









Contamos com a vossa presença, hoje à noite!
Apareçam!

Cinemascópio: Ciclo Palco & Tela - Próxima 6ª feira, 15 de Janeiro: Gata em Telhado de Zinco Quente, de Richard Brooks


Cinemascópio - Ciclos de Cinema Temáticos

Ciclo Palco & Tela

SESSÃO DE SEXTA-FEIRA 15 Janeiro.2010 - 21H30

Mede Vinagre (antiga Casa Morgado)

Rua de Morgado de Mateus, nº51
4000-334 Porto

(TOQUEM À CAMPAINHA, PF)


ENTRADA LIVRE


Gata em Telhado de Zinco Quente

Cat on a Hot Tin Roof

Realizador: Richard Brooks

Com: Elizabeth Taylor, Paul Newman, Burl Ives, Jack Carson, Judith Anderson, Madeleine Sherwood, Larry Gates, Vaughn Taylor
Duração: 104 minutos

Idade: M/12
Género: Drama
País de Origem: EUA
Ano: 1958, Cor



SINOPSE


"Não vivo mais contigo", diz Maggie a Brick. "Nós apenas ocupamos a mesma gaiola, só isso". As emoções cruas e diálogo forte do vencedor do Pulitzer em 1955, Tennessee Williams, transformam a chuva numa tempestade, nesta versão cinematográfica, cujas ferozes interpretações e banda sonora, a transformaram logo num sucesso de bilheteira. Paul Newman ganhou a sua primeira nomeação para um Oscar, pela sua interpretação cheia de nuances de Brick, o perturbado antigo herói de desporto. Conquistando a sua segunda nomeação para um Oscar, Elizabeth Taylor transforma Maggie na Gata, cravando as suas garras e agarrando-se à vida, não como ela é, mas como ela queria que fosse um dia.


Uma iniciativa: Pintar o 7 - Cinema, Cidade, Cultura

Apoio: Mede Vinagre


CONTAMOS COM A VOSSA PRESENÇA!


pintar.sete@gmail.com

http://www.casamorgado.blogspot.com/

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Cinemascópio: Ciclo Palco & Tela - Próxima 6ª feira, 08 de Janeiro: Ran, Os Senhores da Guerra, de Akira Kurosawa


Cinemascópio - Ciclos de Cinema Temáticos

Ciclo Palco & Tela

SESSÃO DE SEXTA-FEIRA 08 Janeiro.2010 - 21H45


Mede Vinagre (antiga Casa Morgado)
Rua de Morgado de Mateus, nº51
4000-334 Porto

(TOQUEM À CAMPAINHA, PF)


ENTRADA LIVRE

ATENÇÃO: Dada a duração do filme (2h40m), excepcionalmente a sessão terá início, impreterivelmente, às 21h30.

Ran, Os Senhores da Guerra
乱 Ran

Realizador: Akira Kurosawa

Com: Tatsuya Nakadai, Akira Terao, Jinpachi Nezu, Daisuke Ryu, Mieko Harada, Yoshiko Miyazaki, Hisashi Igawa, Peter, Masayuki Yui, Kazuo Kato, Norio Matsui, Toshiya Ito
Duração: 160 minutos

Idade: M/12
Género: Acção, Clássico, Drama, Guerra
País de Origem: França, Japão
Ano: 1985, Cor


SINOPSE

RAN, OS SENHORES DA GUERRA é um brilhante filme de Akira Kurosawa que combina com mestria a história do Japão, a trama de Shakespeare e a visão de Kurosawa da lealdade. Situado no Japão do século XVI, o líder ancião Lord Hidetora (Tatsuya Nakadai), anuncia a sua intenção de repartir as sua terras em partes iguais entre os seus três filhos. Esta decisão de se retirar gera uma luta de poder entre os três, quando Hidetora é vítima das falsas adulações dos dois filhos mais velhos, e desterra o mais novo quando este revela a verdade. A traição transtorna Hidetora, destruindo a sua família e o seu reino.
Um fiel reflexo dos sentimentos humanos e uma brilhante interpretação fazem de RAN, OS SENHORES DA GUERRA um dos filmes mais aclamados de todos os tempos.
(…) Adaptação de "King Lear", de William Shakespeare, em que Kurosawa, de uma forma brilhante, retrata o Japão feudal do sec. XVI e as guerras senhoriais pela sucessão do poder do clã Ichimozi, após o seu velho senhor abdicar da liderança a favor do seu filho primogénito.


Uma iniciativa: Pintar o 7 - Cinema, Cidade, Cultura

Apoio: Mede Vinagre



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Próxima sessão, dia 16 Janeiro 10: Gata em Telhado de Zinco Quente, de Richard Brooks




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Cinemascópio: Novo Ciclo Temático em Janeiro - Palco & Tela





Caros Amigos,

Na próxima 6ª feira, dia 7 de Janeiro, e após ausência durante o mês de Dezembro, o Cinemascópio - Ciclos de Cinema Temáticos inicia um novo Ciclo, Palco & Tela.



Será então esta a programação para o mês de Janeiro de 2010:



Cinemascópio - Ciclos de Cinema Temáticos

Palco & Tela

Janeiro 2010

1º- Ran, Os Senhores da Guerra, de Akira Kurosawa (08/01)



2º - Gata Em Telhado de Zinco Quente, de Richard Brooks (16/01)



3º - Inimigos do Império, de Feng Xiaogang (22/01)



4º - O Camareiro, de Peter Yates (29/01)



ENTRADA LIVRE

no

Mede Vinagre (antiga Casa Morgado)

Rua de Morgado de Mateus, nº51

4000-334 Porto





Uma iniciativa: Pintar o 7 - Cinema, Cidade, Cultura



Apoio: Mede Vinagre



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Próxima sessão, dia 08 Janeiro 2010: Ran, Os Senhores da Guerra, de Akira Kurosawa



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quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Cinemascópio descansa em Dezembro e retoma actividade em Janeiro de 2010

Caros Amigos,

Uma vez que duas das 6ªs feiras do mês de Dezembro coincidem com dois feriados da época natalícia (25 e 31 de Dezembro), o Cinemascópio - Ciclos de Cinema Temáticos não funcionará durante o próximo mês.
Retomaremos a actividade e o convívio convosco em Janeiro de 2010.

Até lá, muitas prendas no sapatinho e boa entrada em 2010, com um abraço natalício, :)

Pintar o Sete

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Cinemascópio: Ciclo Laços de Sangue - Hoje, 6ª feira: 8 Mulheres, de François Ozon




Cinemascópio - Ciclos de Cinema Temáticos

Ciclo Laços de Sangue

SESSÃO DE SEXTA-FEIRA 27 Novembro.2009 - 21H45

Mede Vinagre (antiga Casa Morgado)
Rua de Morgado de Mateus, nº51
4000-334 Porto

(TOQUEM À CAMPAINHA, PF)


ENTRADA LIVRE


8 Mulheres
8 Femmes

Realizador: François Ozon

Com: Danielle Darrieux, Catherine Deneuve, Isabelle Huppert, Emmanuelle Béart, Fanny Ardant, Virginie Ledoyen, Ludivine Sagnier, Firmine Richard
Duração: 103 minutos

Idade: M/16
Género: Comédia, Musical, Mistério
País de Origem: França
Ano: 2002, Cor


Uma iniciativa: Pintar o 7 - Cinema, Cidade, Cultura

Apoio: Mede Vinagre


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pintar.sete@gmail.com

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Cinemascópio: Ciclo Laços de Sangue - Próxima 6ª feira, 27 de Novembro: 8 Mulheres, de François Ozon



Cinemascópio - Ciclos de Cinema Temáticos

Ciclo Laços de Sangue

SESSÃO DE SEXTA-FEIRA 27 Novembro.2009 - 21H45

Mede Vinagre (antiga Casa Morgado)
Rua de Morgado de Mateus, nº51
4000-334 Porto

(TOQUEM À CAMPAINHA, PF)


ENTRADA LIVRE


8 Mulheres
8 Femmes

Realizador: François Ozon

Com:Danielle Darrieux, Catherine Deneuve, Isabelle Huppert, Emmanuelle Béart, Fanny Ardant, Virginie Ledoyen, Ludivine Sagnier, Firmine Richard
Duração: 103 minutos

Idade: M/16
Género: Comédia, Musical, Mistério
País de Origem: França
Ano: 2002, Cor


SINOPSE

França, anos cinquenta. Numa sumptuosa mansão, em cenário bucólico e ocasionalmente invernoso, uma família da alta burguesia começa a reunir-se para as festividades natalícias. No entanto, um drama inesperado sucede: Marcel, o dono da casa, foi assassinado. A partir deste cenário de grave crise, oito mulheres das relações da vítima reúnem-se no grande salão da casa questionando-se sobre o crime ocorrido. Através da busca colectiva de motivações mais ou menos evidentes de cada uma delas individualmente, irão tentar perceber o que poderá ter levado uma de entre as oito a assassinarem o único homem da família. Elas são as senhoras da casa – mulher, filhas, sogra e cunhada –, o pessoal auxiliar e um inesperado elemento, também ele feminino, que surge posteriormente. E a partir das revelações dessas oito mulheres sucedem-se a exteriorização de rancores, a descoberta de infidelidades e outras confissões de segredos muito bem guardados até então. Mas quem de entre elas terá assassinado Marcel?

www.7arte.net


“Puro deleite

Vincente Minelli meets Agatha Christie? Se quiséssemos reduzir ao estereótipo este saboroso filme de François Ozon o chavão até poderia funcionar. Mas nessa conversão fácil – e mesmo que as influências sejam assumidas - perder-se-iam todas as subtilezas do talentoso realizador francês. Em todo o caso, uma belíssima homenagem ao musical dos anos 50 e às comédias francesas da época. Por isso mesmo, chapeau pela iniciativa de fazer cinema para (o nosso) puro deleite. Nosso, do espectador, das actrizes e dele próprio. Razões de sobra para considerar “8 Mulheres” como um dos mais saborosos filmes deste ano.
A intriga já se sabe que junta 8 mulheres em redor de um homem morto. E não é um homem qualquer; é o pater familias daquela mansão isolada, que, de uma forma ou outra, reuniu ódios secretos entre as damas inquilinas.
Próximo de “Gosford Park”, mas com uma fleuma muito mais fancófona e musical, Ozon distancia-se de Altman pela forma mais rígida como dirige as actrizes e pelo sentido lúdico da representação. Admirável, sobretudo se o virmos depois do melodrama “Sob a Areia”. Ainda mais se pensarmos que não se deteve a indiciar o filme com tons de um erotismo atrevido bem aceite por todas as Mulheres. Atenção os fabulosos números musicais.”


Paulo Portugal, http://www.7arte.net/cgi-bin/c_critica.pl?id=Paulo%20Portugal-01723



“O CINEMA FOI AO TEATRO PELA MÃO DE FRANÇOIS OZON


Ainda não é de há muito a exibição entre nós de «Sob a Areia», um filme de intenso dramatismo que significava uma valorosa incursão do cinema na intimidade psicológica de uma mulher que se recusava à aceitação da morte do seu companheiro, e eis que o realizador responsável por essa obra volta ao nosso seio através de outro filme seu em exibição nas salas de cinema portuguesas, «8 Mulheres». E não podia ser mais radical relativamente a «Sob a Areia» a nova abordagem cinematográfica do jovem realizador francês. «8 Mulheres é uma comédia que procura evidenciar-se artisticamente através de algumas premissas que se refugiam numa determinada ambiência de “glamour” e sofisticação. Tal como o humor que intenta. Mas, mais do que isso, o novo filme de Ozon procura situar-se no cinema dos anos cinquenta por meio da comédia clássica por onde maioritariamente vagueia, ou estendendo-se por universos próprios da comédia musical. Neste particular de vertente musical, o engraçado é que num filme de homenagens ao cinema, e porventura às mulheres em geral personalizadas nas actrizes que interpretam a película, onde o que impera é a paixão pelo clássico e pelo sofisticado, as músicas escolhidas tenham todas elas um cariz fortemente popular. Mas esta curiosidade talvez explique as verdadeiras intenções de Ozon na concepção deste seu filme: adaptar livremente uma peça de teatro para o cinema não escondendo nunca as origens teatrais do filme. E usar mesmo nessa transposição para o cinema de códigos muito mais ligados à arte dos palcos. Fazendo sempre questão de o evidenciar, acentue-se.

Em termos do seu enredo, a narrativa socorre-se da intriga celebrizada nos policiais de Agatha Christie até pelo modo como as personagens, circunscritas a um só salão, se vão questionando e colocando em causa através das motivações mais ou menos evidentes que poderão ter levado uma das oito mulheres em cena a hipoteticamente assassinarem o único homem presente na trama. Um homem a quem nunca vimos o rosto dado que a sua presença ali é um mero artifício para juntar oito mulheres nas situações mais rocambolescas que se possam imaginar. Elas são as senhoras da casa – ascendentes e descendentes –, a criadagem e um elemento mais inesperado. Um elemento no feminino, sempre no feminino. E a partir das revelações dessas oito mulheres sucedem-se a exteriorização de rancores, a descoberta de infidelidades e outras confissões de segredos bem guardados até então.

O que se pode dizer de superlativo deste filme é que ele consiste num curioso e interessante exercício de estilo do próprio Ozon. Todas as actrizes, sem excepção, estão bem nos seus papeis. Isto é, são seguras e competentes. Mas a verdade é que a segurança de Danielle Darrieux, a anciã do clã, a beleza insinuante de Emmanuelle Béart, elemento do pessoal auxiliar, a irreverência interpretativa de Isabelle Hupert, a solteirona histérica, a classe e sofisticação de Catherine Deneuve, a mulher do morto, ou a desenvoltura de Fanny Ardant, a irmã, amante e familiar indesejada, para só citar algumas das actrizes e personagens, não são inteiramente suficientes para tornar este filme algo mais que simpático e agradável no seu desenvolvimento geral. Isto é, para fazer deste um filme conseguido em toda a sua plenitude. Talvez porque nele se integrem alguns momentos de humor bem conseguido mas que padecem de uma sensação que se pressente por vezes como se de mera rotina descritiva se tratassem. Não está nunca em causa a capacidade de Ozon como cineasta, pois percebe-se o seu inegável talento. Mas o que se percebe igualmente, conclui-se, é que esta é uma aposta não totalmente conseguida em termos daquilo que eram as pretensões de Ozon através das apostas altas que fez nos cenários, nas actrizes e no próprio universo diminuto em que rodou a sua história. Ao cinema por vezes não bastam competência interpretativa, preciosidades decorativas e uma excelente optimização do espaço relativamente às características específicas do enredo. Junto com outros pormenores, que não interessará agora enumerar, o cinema necessita muitas vezes de algo que aqui não me parece que tenha existido o suficiente: rasgo narrativo e vigor emocional, já que a vertente intelectual da comédia é extremamente meritória. Em suma, e pese embora o referido, um filme a descobrir pela generalidade dos espectadores mas muito em especial pelos adeptos do género revivalista que encarna.“


Joaquim Lucas
(7arte.net)
2002.10.14, http://www.7arte.net/cgi-bin/c_critica.pl?id=Joaquim%20Lucas-01723


Uma iniciativa: Pintar o 7 - Cinema, Cidade, Cultura

Apoio: Mede Vinagre


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