quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Cinemascópio: Ciclo Suspeita em Suspense - Próxima 6ª feira, 6 de Novembro: O Meu Irmão é Filho Único, de Daniele Luchetti



Cinemascópio - Ciclos de Cinema Temáticos

Ciclo Laços de Sangue


SESSÃO DE SEXTA-FEIRA 06 Novembro.2009 - 21H45

Mede Vinagre (antiga Casa Morgado)
Rua de Morgado de Mateus, nº51
4000-334 Porto

(TOQUEM À CAMPAINHA, PF)


ENTRADA LIVRE


O Meu Irmão é Filho Único
Mio Fratello è Figlio Unico


Realizador: Daniele Luchetti


Com: Elio Germano, Riccardo Scamarcio, Angela Finocchiaro, Massimo Popolizio, Ascanio Celestini, Diane Fleri, Alba Rohrwacher, Vittorio Emanuele Propizio, Claudio Botosso, Antonino Bruschetta, Anna Bonaiuto, Luca Zingaretti, Pasquale Sammarco, Lorenzo Pagani, Matteo Sacchi, Gianluca Viola, Vincenzo Santillo, Alessandro Vicca.

Duração: 108 minutos

Idade: M/12
Género: Comédia / Drama
País de Origem: França, Itália
Ano: Cor, 2008

SINOPSE

Accio, um fascista susceptível, é a causa do desespero dos seus pais. Conflituoso, impulsivo e explosivo, arranja facilmente sarilhos, enfrentando cada batalha como se fosse uma guerra. O seu irmão, Manrico, é um comunista fascinante. É bonito, carismático, amado por todos, mas igualmente perigoso... No dia-a-dia de uma pequena cidade italiana nos anos 60 e 70, os dois irmãos lançam-se em crenças políticas opostas, estão apaixonados pela mesma mulher e, em permanente confronto, vivem um período das suas vidas pleno de fugas, retornos, conflitos e grandes paixões. É uma história sobre o crescimento de dois irmãos e 15 anos de história da Itália passam, enquanto vemos as vivências de Accio e Manrico, tão diferentes mas tão iguais...

http://www.dvdpt.com/o/o_meu_irmao_e_filho_unico.php

“A luta de classes, as querelas ideológicas, o calor da discussão política, são ingredientes com lugar de relevo na história do cinema italiano. Sem procurar necessariamente aí uma caução para O Meu Irmão É Filho Único, o realizador Daniele Luchetti encontrou, nas páginas do romance de Antonio Pennacchi, Il Fasciocomunista, uma história na qual toda esta escola narrativa se projectava numa outra característica de referência do cinema do seu país: o "clássico" conflito entre irmãos. Com argumento assinado pela dupla constituída por Sandro Petraglia e Stefano Rulli (os mesmos de A Melhor Juventude), O Meu Irmão É Filho Único acaba por se afirmar como um herdeiro natural de todas estas tradições.Com alguma razão, o realizador defende que este não é um filme político. Mas, antes uma história de irmãos que se envolvem na luta política. A acção decorre ao longo da década de 60, em Latina uma cidade criada em 1932 por Mussolini sobre antigos terrenos pantanosos. E em Latina encontramos uma família proletária. O filho mais velho, Manrico (interpretado por Riccardo Scamarcio), é um comunista convicto e trabalha numa fábrica. O mais novo, Accio (Elio Germano), mais dado aos livros que ao trabalho de braços, depois de abandonar o seminário ao sentir desejos menos próprios a quem visa o celibato, acaba seduzido pela doutrina oposta à que o irmão defende. Ignorado pela família, encarado pelos pais e irmãos (há uma irmã, pelo meio) como um fardo depois de frustrada a carreira no sacerdócio que todos viam como a melhor solução para uma casa de baixos rendimentos, Accio encontra amizade num vendedor de tecidos, assumido fascista, saudoso da Itália de Mussolini. O seu discurso e visões encantam o jovem, que rapidamente acaba inscrito numa célula política da região e começa a participar em acções. Em algumas delas entrando em conflito directo com o irmão mais velho. Sem tomar partido por qualquer das partes, centrando a atenção mais na conflituosa relação familiar que no debate de ideias, o filme abre contudo janelas de lucidez crítica perante os excessos característicos de alguns extremismos. E é hilariante o momento em que o Conservatório "ocupado" apresenta uma Ode à Alegria, de Beethoven, com letra "desfascistizada" (como a apresentam), onde não faltam referências aos grandes ideólogos do comunismo. Belíssima direcção de actores, ritmo intenso, e uma cuidada recriação da Itália de 60 garantem a verosimilhança a um conflito que não se esgota contudo no seu mais evidente tutano político. A música desempenha um papel importante na caracterização de época que o filme respeita. Através da utilização de vozes e êxitos característicos da Itália de então, a viagem no tempo é irrepreensível. Desde os anos 90, um dos efeitos mais significativos da "berlusconização" da sociedade italiana é a formatação televisiva: mais do que um modelo de programação, o divertimento acéfalo transformou-se numa filosofia existencial e numa moral colectiva, todos os dias empenhada no esvaziamento do indivíduo e da sua dignidade. Para o perceber, basta ver O Caimão (2006), de Nanni Moretti. Obviamente, não se trata de uma questão que se possa reduzir à gestão de Silvio Berlusconi (nem sequer é um problema meramente italiano, como bem sabemos). Já antes de tudo isso, a obra de um cineasta como Federico Fellini estava cheia de sinais de desencanto face à mediocridade galopante da televisão: basta citar esse filme terminal que é Ginger e Fred (1986). Vale a pena voltar a lembrar tudo isso a pretexto de O Meu Irmão É Filho Único. Se outros méritos não tivesse, o filme de Daniele Luchetti bastaria para mostrar que a normalização televisiva, apesar da sua violência social e simbólica, não conseguiu destruir a vitalidade de um cinema que se mantém fiel às suas mais nobres tradições: e a primeira que aqui emerge, em todo o seu esplendor humano (e humanista), é a do género melodramático. Ao filmar o drama de dois irmãos separados pelas crenças ideológicas, um fascista, outro comunista (espantosas interpretações de Elio Germano e Riccardo Scamarcio), Luchetti consegue traçar um elucidativo retrato das convulsões sociais na Itália dos anos 60/70. O impacto emocional de tal retrato depende, no essencial, da preservação dos valores do melodrama familiar, sendo o primeiro e inalienável desses valores o respeito pela singularidade individual (justamente o oposto daquilo que, todos os dias, nos é imposto pela reality TV). Há poucos dias, com a morte de Dino Risi, desapareceu um dos últimos realizadores da idade de ouro desse cinema italiano que sempre soube olhar de frente os factos e contradições do seu próprio país: Luchetti é um legítimo e brilhante herdeiro de tal tradição. Num Verão dominado pelo ruído promocional de Sexo e a Cidade, os grandes sentimentos e emoções vêm de Itália. Incluindo o sexo, se é que é importante referi-lo.»


João Lopes, in DN 19 Jun’08, http://www.cineclubeguimaraes.org/filme.php?id=2730



Uma iniciativa: Pintar o 7 - Cinema, Cidade, Cultura

Apoio: Mede Vinagre


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Próxima sessão, dia 13 Novembro 09: A Canção Mais Triste do Mundo, de Guy Maddin

www.pintarosete.blogspot.com

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Cinemascópio: Novo Ciclo Temático já na próxima 6ª feira – Laços de Sangue –no Mede Vinagre





Caros Amigos,

Na próxima 6ª feira, dia 6 de Novembro, o Cinemascópio - Ciclos de Cinema Temáticos inicia um novo Ciclo, Laços de Sangue.

Será então esta a programação para o mês de Novembro de 2009:

Cinemascópio - Ciclos de Cinema Temáticos
Laços de Sangue


Novembro 2009

ENTRADA LIVRE

1º- O Meu Irmão é Filho Único, de Daniele Luchetti (06/11)

2º - A Canção Mais Triste do Mundo, de Guy Maddin (13/11)

3º -O Meu Filho Fanático, de Udayan Prasad (20/11)

4º - 8 Mulheres, de François Ozon (27/11)


Uma iniciativa: Pintar o 7 - Cinema, Cidade, Cultura

Apoio: Mede Vinagre


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Próxima sessão, dia 06 Outubro 09: O Meu Irmão é Filho Único, de Daniele Luchetti


pintar.sete@gmail.com

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quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Cinemascópio: Alteração do filme para a próxima sessão – Amanhã, 6ª feira, 30 Outubro: O Grande Salto, de Ethan e Joel Coen



Cinemascópio - Ciclos de Cinema Temáticos

ATENÇÃO: Por motivos alheios à nossa vontade (indisponibilidade do filme por parte de quem o cederia para esta sessão), não exibiremos, conforme estava previsto o filme de animação O Castelo Andante, de Hayao Miyazaki. Em sua substituição, exibiremos O Grande Salto, de Ethan e Joel Coen. As nossas desculpas pela alteração, tão súbita e imprevista.

SESSÃO DE SEXTA-FEIRA 30 Outubro.2009 - 21H45

Mede Vinagre (antiga Casa Morgado)
Rua de Morgado de Mateus, nº51
4000-334 Porto

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ENTRADA LIVRE

O Grande Salto
The Hudsucker Proxy

Realizadores: Joel e Ethan Coen
Com: Tim Robbins, Jennifer Jason Leigh, Paul Newman, Charles Durning, John Mahoney, Jim True-Frost, Bill Cobbs, Bruce Campbell, Harry Bugin, John Seitz.
Duração: 111 minutos

Idade: M/12
Género: Comédia
País de Origem: Reino Unido, Alemanha, EUA
Ano: Cor, 1994

SINOPSE

Na sequência do suicídio de Waring Hudsucker, presidente das bem sucedidas Indústrias Hudsucker, a sua equipa de directores chefiada por Sidney Mussburger (Paul Newman) engendra um plano brilhante para ganhar muito dinheiro: Nomear um inapto para gerir a empresa. Quando o valor das acções baixar o suficiente, Sidney e os amigos compram-nas a baixo custo, assumem o controlo da empresa e recuperam as suas respectivas fortunas. Para tal, escolhem o idealista Norville Barnes (Tim Robbins), que acaba de entrar ao serviço da empresa como distribuidor de correio. Norville é suficientemente nabo para conduzir qualquer empresa à ruína, porém, a situação muda quando a implacável repórter Amy Archer, suspeitando do esquema, inicia uma investigação secreta sobre as Indústrias Hudsucker.

http://cinema.ptgate.pt/filmes/2760



Uma iniciativa: Pintar o 7 - Cinema, Cidade, Cultura

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Próxima sessão, dia 06 Novembro 09:O Meu Irmão é Filho Único, de Daniele Luchetti


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terça-feira, 27 de outubro de 2009

Cinemascópio: Intervalo Animado - Hoje, 6ª feira: O Grande Salto, de Ethan e Joel Coen




Cinemascópio - Ciclos de Cinema Temáticos


SESSÃO DE SEXTA-FEIRA 30 Outubro.2009 - 21H45

Mede Vinagre (antiga Casa Morgado)
Rua de Morgado de Mateus, nº51
4000-334 Porto

(TOQUEM À CAMPAINHA, PF)


ENTRADA LIVRE


O Grande Salto
The Hudsucker Proxy


Realizadores: Joel e Ethan Coen
Com: Tim Robbins, Jennifer Jason Leigh, Paul Newman, Charles Durning, John Mahoney, Jim True-Frost, Bill Cobbs, Bruce Campbell, Harry Bugin, John Seitz.
Duração: 111 minutos

Idade: M/12
Género: Comédia
País de Origem: Reino Unido, Alemanha, EUA
Ano: Côr, 1994

Uma iniciativa: Pintar o 7 - Cinema, Cidade, Cultura

Apoio: Mede Vinagre


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Próxima sessão, dia 06 Novembro 09:O Meu Irmão é Filho Único, de Daniele Luchetti

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Cinemascópio: Intervalo Animado - Próxima 6ª feira, 30 Outubro: O Castelo Andante, de Hayao Myizaki



Cinemascópio - Ciclos de Cinema Temáticos

Intervalo Animado

SESSÃO DE SEXTA-FEIRA 30 Outubro.2009 - 21H45

Mede Vinagre (antiga Casa Morgado)
Rua de Morgado de Mateus, nº51
4000-334 Porto

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ENTRADA LIVRE

O Castelo Andante
Hauro no Ugoku Shiro
ハウルの動く城
Howl's Moving Castle



Realizador: Hayao Miyazaki
Com:(vozes) Baisho Chieko, Kimura Takuya, Miwa Akihiro, Gashuin Tatsuya, Kamiki Ryunosuke, Kato Haruko, Oizumi Yo, Isaki Mitsunori
Duração: 119 minutos

Idade: M/6
Género: Fantasia/ Animação
País de Origem: Japão
Ano: Côr, 2004

SINOPSE

Uma jovem mulher chamada Sophie é amaldiçoada por uma bruxa e transforma-se numa mulher velha e não é capaz de contar a ninguém a sua situação. Impossibilitada de continuar o seu trabalho na loja da sua mãe, ela vai para o castelo andante do famoso feiticeiro Howl. Sophie fica amiga de Calcifer, o demónio de fogo que governa o castelo e que está ligado a Howl por um contrato, cujos termos Calcifer não pode revelar. Prometem ajudar-se mutuamente. Tal como Calcifer, Howl também pode ver através do feitiço da bruxa e ele e Sophie apaixonam-se.

http://cinema.ptgate.pt/filmes/2760

“"Hauru no Ugoku Shiro" foi produzido pelo Estúdio Ghibli no Japão em 2004. Nos Estados Unidos, esta obra foi rebatizada como "Howl's Moving Castle" e, no Brasil, recebeu o nome de "O Castelo Animado". O autor desta obra é a lenda da animação japonesa, Hayao Miyazaki, que ficou muito conhecido no ocidente através da sua obra, "A Viagem de Chihiro". O filme foi inspirado na história da autora britânica Diana Wynne Jones, conquistou vários prêmios no Japão e, no ocidente, foi o vencedor do prêmio Osella do Festival de Cinema de Veneza em 2004.

A historia do filme é muito rica em significados mas, de uma forma geral, gira em torno da personagem Sophie, uma jovem que trabalha na chapelaria da sua família. Quando a jovem decide visitar a sua irmã no lugar em que esta trabalha, acaba conhecendo no meio do caminho o famoso feiticeiro Howl, que estava sendo perseguido por seres sombrios. Após visitar a sua irmã, Sophie volta para casa, onde acaba sendo apresentada à bruxa da Perdição, que a transforma numa velha de noventa anos, tudo porque a bruxa pensou que Sophie possuía um vínculo com o feiticeiro que mal acabara de conhecer.

Após isso, Sophie decide fugir de sua cidade natal para encontrar um novo lugar para morar e, claro, para que possa encontrar a cura para sua maldição. Depois de muito viajar, acaba por encontrar o castelo mágico andante, onde conhece o demônio Calcifer, o jovem aprendiz de magia Marko, e Howl, o senhor e mestre do castelo.

As cores utilizadas no filme são de uma beleza ímpar, as construções apresentadas nos cenários são dignos de uma obra européia do século XIX. A narrativa é envolta por vários mistérios, os quais, juntamente à sensibilidade e criatividade sem limites em relação ao universo da história e o desenvolvimento dos diferentes personagens ao longo da trama, fazem com que o público fique completamente envolvido até o final do filme.

A trilha sonora foi composta por Joe Hisaishi, um compositor que, apesar dos seus trabalhos independentes, é reconhecido por seus trabalhos no cinema e filmes publicitários. Em animes, este célebre autor-compositor já deu o seu toque em filmes como "Kaze no Tani no Naushika - Nausicaa", "Kiki's Delivery Service", entre outros.

Dentro de "Hauru no Ugoku Shiro", a trilha mostra-se impecável, convidando o público a entrar no universo do filme, dando ao mesmo um tom alegre e, ainda, oferecendo uma maior sensibilidade para o conflito dos personagens e dos diferentes ambientes.

O enredo é marcado por metáforas que abordam o tema da velhice e da guerra. A velhice é apresentada através da personagem Sophie, que acaba percebendo as vantagens e desvantagens da maturidade e, também, que a idade nunca pode servir como forma de fuga para a situação em que vive. Quanto à guerra, esta é mostrada impregnando cada vez mais a vida dos personagens, alterando a dinâmica do seu cotidiano e das suas relações com outras pessoas. É ressaltada no filme a questão da alienação que a guerra gera, onde nem os reinos em luta sabem o porquê desta disputa mas, apesar disto, continuam lutando. Um exemplo de alienação que pode ser percebido no filme, apresenta-se através dos magos que entraram na guerra e perderam a sua essência humana nas batalhas, a ponto de esquecer o que eles já foram um dia.

Howl é uma lenda neste mundo e reconhecido como um dos mais poderosos magos existentes. No entanto, durante o decorrer da história, podemos perceber as suas fragilidades e o seu lado mais humano. Apesar de tudo, continua sendo uma pessoa gentil e pacifista mas, por ter perdido o seu coração, acabou perdendo o seu equilíbrio espiritual, o que faz com que ele, muitas vezes, se perca dentro das batalhas ou na depressão. O fato de ter perdido o seu equilíbrio é um dos motivos para que a sua Mestra, a madame Suliman, queira eliminá-lo, apesar dos sentimentos que tem por este: afinal, ele foi um dos discípulos mais brilhantes que ela já teve.

Mas a personagem que realmente marcou o filme e cativou o coração de todos os espectadores foi Sophie. Apesar de no começo parecer uma jovem de 18 anos sem vida, sem brilho e que acabou sendo transformada em um velha, durante a historia ela vai demonstrando a sua verdadeira força, uma força capaz de vencer o impossível para defender as pessoas à sua volta mas, acima de tudo, de proteger o seu amado.”

fonte animehaus, http://zeronotsukaima.ativo-forum.com/animes-mangas-desenhos-animados-f9/o-castelo-andante-filme-t48.htm

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quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Cinemascópio: Ciclo Suspeita em Suspense - Hoje, 6ª feira, 23 Outubro: As Diabólicas, de Henri-Georges Clouzot



Cinemascópio - Ciclos de Cinema Temáticos



Ciclo Suspeita em Suspense


SESSÃO DE SEXTA-FEIRA 23 Outubro.2009 - 21H45

Mede Vinagre (antiga Casa Morgado)

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As Diabólicas

Les Diaboliques


Realizador: Henri –Georges Clouzot

Com: Simone Signoret, Véra Clouzot, Paul Meurisse, Charles Vanel, Jean Brochard, Pierre Larquey, Michel Serrault, Thérèse Dorny, Noël Roquevert, Yves-Marie Maurin, Georges Poujouly, Georges Chamarat, Jacques Varennes.

Duração: 112 minutos


Idade: M/16

Género: Thriller / Policial

País de Origem: França

Ano: P/B, 1955





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Cinemascópio: Ciclo Suspeita em Suspense - Próxima 6ª feira, 23 Outubro: As Diabólicas, de Henri-Georges Clouzot



Cinemascópio - Ciclos de Cinema Temáticos

Ciclo Suspeita em Suspense

SESSÃO DE SEXTA-FEIRA 23 Outubro.2009 - 21H45

Mede Vinagre (antiga Casa Morgado)
Rua de Morgado de Mateus, nº51
4000-334 Porto

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As Diabólicas
Les Diaboliques

Realizador: Henri –Georges Clouzot
Com: Simone Signoret, Véra Clouzot, Paul Meurisse, Charles Vanel, Jean Brochard, Pierre Larquey, Michel Serrault, Thérèse Dorny, Noël Roquevert, Yves-Marie Maurin, Georges Poujouly, Georges Chamarat, Jacques Varennes.
Duração: 112 minutos

Idade: M/16
Género: Thriller / Policial
País de Origem: França
Ano: P/B, 1955

SINOPSE

As Diabólicas é um filme clássico de suspense de um nível raramente alcançado pelos filmes seus contemporâneos. Tendo servido de inspiração ao filme Psycho, entre outros, esta obra tem muitos imitadores, mas poucos pares. Tanto a mulher (Vera Clouzot) de um tirano professor de escola - Delasalle (Paul Meurisse) - de um colégio interno degradado, como a sua amante (Simone Signoret) procuram uma fuga, pois ele maltrata ambas. Elas decidem então unir esforços para assassinar o seu atormentador.
As duas mulheres afogam Delasalle no banho e depois atiram o corpo para uma piscina. Quando a piscina é drenada e nenhum corpo é encontrado, elas começam a preocupar-se. Quando o fato dele é devolvido, limpo, entram em pânico.
Estará ele vivo? Mais alguém saberá? Uma espiral de tensão, urdida com mestria precipita o espectador vertiginosamente para uma conclusão sem paralelo e um final que nunca esquecerá!
Tanto assustador como fascinante, em igual medida, este filme resiste à passagem do tempo e continua a ser um clássico.

http://www.dvdpt.com/a/as_diabolicas.php


“Em 1954, quatro anos antes de Alfred Hitchcok realizar nos Estados Unidos «Vertigo» - A Mulher Que Viveu Duas Vezes - a partir do romance «D'entre les Morts» de Pierre Boileau e Thomas Narcejac, Henri-Georges Clouzot fazia, em França, com Simone Signoret e Véra Clouzot, «Les Diabóliques» - As Diabólicas -, adaptando ao cinema o romance «Celle qui n'était plus» também de Boileau-Narcejac. O tema comum aos dois livros e aos dois filmes é o da «reaparição» de alguém que aparentemente teria morrido.
Tratam-se de histórias de contornos policiais - há sempre um crime ou a vontade de matar alguém, os seus personagens são pessoas presumivelmente «normais», com profissões respeitáveis (professores ou industriais), alguém será logrado na encenação de uma morte... - com um toque de mistérios do Além... Comparar «Les Diabóliques» com «Vertigo» é um exercício interessante para estudiosos do tratamento do argumento cinematográfico em função dos efeitos pretendidos pela «mise en scène», ou seja pelo realizador.
Georges-Henri Clouzot depois de desvendada a intriga termina o seu filme pedindo aos espectadores que não contem aos amigos como é que acaba. «Não sejam diabólicos, não destruam o interesse que os vossos amigos poderão ter em vir ver este filme. Não lhes contem o que viram!» E a verdade é que, sabendo a «história», a visão de «Les Diáboliques» perde quase tudo. Contra o primado do argumento, ergueu Alfred Hitchcock em 1958, com «Vertigo» o primado do cinema e ver e rever «Vertigo» é sempre um prazer mesmo conhecendo a «história» e sabendo como é que tudo vai acabar.
«Les Diaboliques» conta a «história» de Michel Delasalle (Paul Meurisse), o odioso e sádico director de um Colégio, que maltrata quer a mulher, Christina (Véra Clouzot, mulher do realizador) quer a amante, Nicole (Simone Signoret), professora no Instituto Delassale. Christina e Nicole são amigas e combinam entre si o assassinato de Michel. Embebedam-no com uísque envenenado, afogam-no na banheira da casa e arrastam o corpo do seu malfeitor até à piscina, apostando tudo na tese da morte por afogamento depois de uma bebedeira. Só que... no dia seguinte ao crime não há qualquer corpo na piscina. E esvaziada a piscina, o senhor Delasalle continua sem aparecer. É a partir daqui que se desenvolve o processo de explicação do mistério que conduzirá à solução desta história do reino das aparências.(…)»

Leonor Pinhão, www.publico.clix.pt






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quarta-feira, 21 de outubro de 2009

O Amigo que lembramos!

Porque hoje é dia 21 de Outubro
Aniversário de nascimento do Alexandre Bahia!


quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Cinemascópio: Ciclo Suspeita em Suspense - Próxima 6ª feira, 16 Outubro: Nada a Esconder, de Michael Haneke


Cinemascópio - Ciclos de Cinema Temáticos

Ciclo Suspeita em Suspense


SESSÃO DE SEXTA-FEIRA 16 Outubro.2009 - 21H45

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4000-334 Porto

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Nada a Esconder
Caché

Realizador: Michael Haneke
Com: Daniel Auteuil, Juliette Binoche, Maurice Benichou, Annie Girardot
Duração: 114 minutos

Idade: M/16
Género: Thriller / Drama
País de Origem: França/Áustria/Alemanha/Itália
Ano: Cor, 2005

SINOPSE

Georges, apresentador de um programa televisivo de crítica literária, recebe pacotes contendo vídeos dele próprio com a sua família - filmados secretamente da sua rua - e desenhos alarmantes de significado obscuro. Não faz ideia de quem possa ser o autor. Gradualmente, o material contido nas cassetes torna-se mais pessoal, sugerindo que o remetente conhece Georges há algum tempo. Georges sente a ameaça pairar sobre si e a sua família mas, devido à inexistência de uma ameaça directa, a polícia recusa-se a ajudá-lo.

www.cineteka.com


“O mínimo que se pode dizer sobre [CACHÉ], em português "escondido", título bem mais feliz do que o escolhido, mesmo que repetido ao longo do filme por Daniel Auteuil, é que se trata de um dos melhores thrillers psicológicos dos últimos tempos, uma demonstração de como os mecanismos do medo e da violência funcionam de modo subtil e sublime.
Uma família trivial, ele apresentador de um programa de televisão sobre literatura, ela trabalhando numa editora cujo patrão é amigo do casal e um filho estudante de liceu, vê a sua vida perturbada pela inesperada chegada às suas mãos de cassetes de vídeo acompanhadas de estranhos desenhos, aparentemente infantis.
As cassetes contêm imagens captadas do exterior da sua casa, a invasão da privacidade desencadeia o medo do desconhecido, a suspeita vai-se generalizando, estendendo-se dos amigos do filho aos do casal, nos sonhos do marido despontam fantasmas antigos e perturbadores.
As coisas complicam-se, quando a desconfiança se instala no casal, surge a mentira, sob a pressão do que lhes está a acontecer, o casal parece afastar-se, tornar-se vulnerável.
Daniel Auteuil é Georges, Juliette Binoche é Anne, Annie Girardot interpreta o papel da mãe dele, fundamental no entendimento deste mistério que num encontro psicanalítico o levará e ao espectador até Majid, peça-chave entregue a Maurice Bénichou.
Sem um momento de violência física, sem um relance de sexualidade, o filme de Haneke é percorrido por uma tensão psicológica lançada aos olhos e ouvidos do espectador com grande mestria e mantida sem hesitações até ao plano final que nos deixa sem sabermos se será a realidade do filme, a visão subjectiva de uma personagem, as imagens de mais uma cassete a enviar a alguém, depois da imagem escurecer e as luzes se acenderem na sala de cinema.
Distinguido em Cannes com os prémios para melhor realizador, FIPRESCI e do Júri Ecuménico, e nos Prémios de Cinema Europeu nas categorias e melhores actor, realização, montagem e filme, para NADA A ESCONDER, de Michael Haneke, com Daniel Auteuil e Juliette Binoche, 4 écrans, filme decididamente a ver.”

Falco Fernandes, http://www.fm-media.net/news02/1085.htm


“Este texto foi publicado na revista «6ª», do «Diário de Notícias» (13 Jan. 2006), com o título `A doença das imagens`.

O novo filme de Michael Haneke, «Nada a Esconder», é um conto moderno sobre a vida das imagens, uma espécie de fábula assombrada sobre o poder daquilo que as imagens mostram e, sobretudo, do modo como o mostram. Bastará recordar o seu ponto de partida para nos apercebermos da inquietação que o atravessa: esta é a história de um casal, Georges e Anne Laurent (Daniel Auteuil/Juliette Binoche), que começa a receber cassetes de vídeo anónimas onde descobre imagens de si próprio, no dia a dia… Trata-se de um processo aparentemente chantagista, tanto mais perturbante quanto se começa a cruzar com algumas memórias traumáticas da infância de Georges.

Em todo o caso, não se julgue que o dispositivo montado por Haneke se reduz a uma lógica tradicionalmente policial. Ou seja: a eventual identificação dos responsáveis pelas imagens não basta para colocar um ponto final no drama do casal. Porquê? Porque aquilo que Haneke filma é um modo de vida em que as imagens, mais do que um “duplo” da realidade, passaram a existir como uma nova realidade, fortíssima e incontornável, enredada em todas as componentes da nossa existência.

Há, aliás, na definição do casal Laurent uma curiosa “oposição” que, num cinema tão preciso com os detalhes como é o de Haneke, está longe de ser indiferente. Assim, ambos trabalham com livros, mas ela fá-lo numa editora, enquanto ele apresenta um programa de divulgação na televisão. Quer isto dizer que Georges e Anne são personagens em trânsito entre a herança de um conhecimento predominantemente literário e a realidade triunfante de uma cultura dominada pelas imagens, ou melhor, pela gigantesca multiplicação dos respectivos circuitos de difusão. Daí o mal-estar que vai crescendo: as imagens que recebem são a prova real da sua vulnerabilidade, já que instalam no quotidiano, não o delírio canónico da ficção romanesca, mas uma espécie de hiper-realismo doentio que corrói todas as relações.

Daí também a infelicidade da solução adoptada para o título português. É certo que «Nada a Esconder» provém de uma frase dita pela personagem de Georges (que, face ao processo de “vigilância” a que a sua família é sujeita, proclama não ter “nada a esconder”). Mas é um título que inverte por completo a questão fulcral do filme, isto é, a existência de algo ou alguém “escondido” que vai dinamitando toda a estabilidade da vida quotidiana. A opção por «Nada a Esconder» é tanto mais inadequada quanto desmente também o original Caché (=escondido) que, aliás, nos mercados de língua inglesa deu origem à tradução literal «Hidden».

Haneke retoma, aqui, esse sentimento ambivalente que perpassava pelo seu extraordinário «Código Desconhecido» (2000), aliás também com Juliette Binoche. «Código Desconhecido» funcionava como uma metódica inversão do “naturalismo” gratuito da actualidade mediática e televisiva: alguns temas actuais (a violência no quotidiano, a agressão contra as mulheres, a errância europeia dos refugiados) reapareciam em tom de realismo fragmentário, visceral, irredutível. Em «Nada a Esconder», a questão da decomposição da vida privada surge, não como a excepção, mas a regra das sociedades de consumo pós-modernas.

Daí que seja inevitável sublinhar o que, face às ressonâncias “simbólicas” dos filmes de Haneke — lembremos a parábola política de «O Tempo do Lobo» (2002) — tantas vezes tende a ser esquecido. A saber: a espantosa riqueza psicológica do seu cinema. Na verdade, «Nada a Esconder» é também um retrato íntimo, obsessivo até ao pormenor mais delirante, de uma “família-como-as-outras” e da terrível ausência de comunicação que assombra as suas relações interiores. O efeito das cassetes anónimas no dia a dia dos Laurent é tanto mais violento quanto as suas imagens tornam sensível uma teia de solidões que tem o seu cume na personagem cinzenta, inquietante na sua opacidade, do jovem Pierrot (Lester Makedonsky), o filho do casal. Face ao mito das famílias “libertas” pelo bem-estar económico e tecnológico, Haneke contrapõe uma paisagem gélida de seres que, de facto, perderam o gosto, o afecto e até a própria ideia de comunicação.

Estreado no Festival de Cannes de 2005, «Nada a Esconder» (ou, insisto, Caché) é um fabuloso exemplo de um cinema de raiz europeia que possui uma abrangência temática e um sentido de risco que lhe conferem uma automática dimensão universal. Projectado internacionalmente através de «Funny Games» (1997), consagrado através de «A Pianista» (2001), Haneke confirma-se como um dos mais acutilantes retratistas de uma tragédia que o mundo televisivo todos os dias nos oculta: a de uma solidão que julgamos apagada pela simples proliferação das tecnologias de “comunicação”. No limite mais cruel, somos nós que estamos escondidos da nossa própria verdade.”

João Lopes, www.cinema2000.pt




Uma iniciativa: Pintar o 7 - Cinema, Cidade, Cultura

Apoio: Mede Vinagre

CONTAMOS COM A VOSSA PRESENÇA!

Próxima sessão, dia 23 Setembro 09:As Diabólicas, de Henri -Georges Clouzot

pintar.sete@gmail.com

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quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Cinemascópio: Ciclo Suspeita em Suspense - Próxima 6ª feira, 09 Outubro: O Estrangeiro, de Orson Welles


Cinemascópio - Ciclos de Cinema Temáticos

Ciclo Suspeita em Suspense

SESSÃO DE SEXTA-FEIRA 09 Outubro.2009 - 21H45

Mede Vinagre (antiga Casa Morgado)
Rua de Morgado de Mateus, nº51
4000-334 Porto

(TOQUEM À CAMPAINHA, PF)


ENTRADA LIVRE


O Estrangeiro
The Stranger

Realizador: Orson Welles
Com: Edward G. Robinson, Orson Welles, Loretta Young, Philip Merivale, Richard Long

Duração: 95 minutos

Idade: M/12
Género: Drama/ Thriller/ Policial
País de Origem: EUA
Ano: P/B, 1946

SINOPSE
Wilson trabalha para a comissão aliada contra os crimes de guerra. Com a intenção de encontrar Franz Kindler, um oficial nazi responsável de ser um dos principais autores do genocídio contra o povo judeu, numa reunião da comissão, Wilson propõe que um associado de Kindler que está preso seja libertado, acreditando que assim este o levará ao paradeiro do primeiro.

É na pacata cidade de Harper, no Connecticut, que a pista termina. Foi aqui que este homem, acusado de ter sido um génio ao serviço do nazismo, encontrou o seu esconderijo e camuflagem perfeitos, integrando-se na melhor sociedade da cidade. Como será que o poderão desmascarar? Será o amor da sua mulher Mary (Loretta Young) suficiente para o salvar?

http://www.costacastelo.pt/main.php?goto=pesquisadvd&pesq=detalhe&id=326




Uma iniciativa: Pintar o 7 - Cinema, Cidade, Cultura

Apoio: Mede Vinagre

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Próxima sessão, dia 16 Setembro 09:Nada a Esconder, de Michael Haneke

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